About being 21
Na sexta-feira da semana passada, eu acordei com o café da manhã tradicional de aniversário da família Hornof. Estranhamente não acordei me sentindo mais cansada, pesada ou enrugada como eu esperava, apenas acordei eu mesma, só que agora com 21 anos.
Não tive um surto de independência repentino, não recebi nenhum tipo de sabedoria e nem ao menos cresci em termos de altura, eu só passei de 20 para 21, do dia para a noite.
Então parei para refletir, o que define a idade que eu tenho, minha aparência? O que eu faço? O que eu gosto? E se, como no meu caso, alguém for uma mistura de situações e gostos opostas? Ela é o que?
O que eu sou por acordar todos os dias cedo, ir trabalhar, ir para a faculdade e mesmo assim, nos finais de semana, assistir meus animes e seriados e jogar online por algumas horas?
É uma resposta que vem me assombrando a alguns anos, quanto mais eu envelheço e espero aquele "click" da vida adulta, mais longe ele parece estar de mim. Então, em uma conversa informal com minha mãe alguns dias depois do meu aniversário ela me disse "você tem o seu jeito, o seu jeito de fazer as coisas", e eu acho que entendi, como tudo isso de ser adulta e não ser funciona.
A questão é que eu não preciso viver de acordo com esse numero pendurado no meu pescoço, idade não é uma regra, ela é parte de mim como meus braços e minhas pernas são, mas não é ela que me define.
Eu posso sim passar horas na internet sem deixar de ser uma funcionária e estudante dedicada ao chegar a segunda feira, todas essas personalidades, a Sarah de 21 e a Sarah de 20, estão aqui e são elas que formam quem eu sou. Não é necessário anular nenhuma delas, ou fingir que a Sarah de 16 anos que cantava a plenos pulmões com as musicas do AnCafé nunca existiu, todas elas são o que me formam e ser adulta, na minha opinião, é aceitar isso.
Por hoje é só isso.
Até a próxima!

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